Participantes do programa Empreendedoras Periféricas aumentam faturamentos mensais

Empreendedoras contempladas na primeira turma do projeto realizado pelo Instituto GPA, em parceria com a Fundação Tide Setubal, viram melhora nos negócios e até na vida pessoal

 

O incentivo ao empreendedorismo feminino pode influenciar positivamente o rumo dos negócios gerenciados por mulheres. Isso é o que mostram os resultados do programa Empreendedoras Periféricas, iniciativa do Instituto GPA e da Fundação Tide Setubal, que desde 2020 apoia mulheres negras empreendedoras de todo o país por meio de aporte financeiro e cursos de capacitação.

Até o momento, 62 empreendedoras receberam recursos que variam de R$ 5.000 a R$ 10.000, investidos em seus negócios de segmentos como beleza, cosmética e moda. Após um ano de programa, 73% das empresárias participantes da primeira turma relataram aumento no faturamento mensal.

Os resultados positivos também se estenderam para o gerenciamento das suas empresas. Segundo elas, houve significativa melhora na visão sobre o negócio, na criatividade para criar novos produtos, atrair clientes e expandir suas frentes de atuação. Além disso, as empreendedoras relataram melhorias na vida pessoal, como o aumento da autoestima, controle da ansiedade, aperfeiçoamento da oratória, amadurecimento e ganho de confiança.

O levantamento também questionou se as empresárias mantiveram os estudos após a participação no programa. Do total, 83% declararam ter acessado materiais sobre negócios após a conclusão, enquanto 73% afirmaram ter continuado os estudos em outros projetos e cursos sobre empreendedorismo. De acordo com elas, o contato com outras mulheres empresárias e a rede de apoio fazem a diferença na hora de gerir o próprio empreendimento.

“O Projeto Empreendedoras Periféricas é um encontro de muitas potências que, juntas, transbordam e transformam, impactando outras mulheres, suas comunidades e seus territórios” comenta Renata Amaral, Gerente do Instituto GPA.  “O acolhimento, a escuta empática, a metodologia e o reconhecimento dessas mulheres como potências são fatores que tornam o Empreendedoras Periféricas especial. O programa contribui para a existência dos empreendimentos, promovendo a geração de trabalho e renda para essas mulheres. Além disso, promove redes de troca e aprendizados a partir de uma conexão que remete à ancestralidade das mulheres negras” declara, Wagner Silva, Coordenador de Fomento e Apoio a Agentes e Causas, pela Fundação Tide Setubal, parceira do Instituto GPA no programa Empreendedoras Periféricas. “É um orgulho enorme acompanhar esses resultados”, finaliza Renata.

Participante da primeira edição do programa Empreendedoras Periféricas e proprietária do Iyá Omi Cosmética Natural, Sueli Santos Conceição reforça a importância que os ensinamentos do curso tiveram no seu negócio. “Para mim, o Empreendedoras Periféricas foi como um termômetro capaz de medir o nível de maturidade e deficiência que a empresa tinha. Com os aprendizados, consegui alçar alguns voos que, ainda pequenos, foram significativos. Também tive o apoio necessário para organizar todas as finanças, alcançar o ponto de equilíbrio antes do esperado e, ainda, melhoramento de marketing e definição da persona”.

 

Sobre Instituto GPA

O Instituto GPA é o braço social do GPA e atua na ampliação de oportunidades de desenvolvimento para que as pessoas trabalham por vocação e no fomento de ações de mobilização social que visem ao despertar da empatia, da consciência e da transformação social.

Sobre o Empreendedoras Periféricas

O projeto Empreendedoras Periféricas começou em 2020, por meio do Instituto GPA, em parceria com a Fundação Tide Setubal com o objetivo de fortalecer as iniciativas econômicas de mulheres negras e a manutenção dos seus empreendimentos, com aportes financeiros, capacitações online, mentoria individual e troca de experiências durante quatro meses de curso. Saiba mais em: https://institutogpa.org.br/projeto/empreendedoras-perifericas/

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